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sábado, 21 de maio de 2011

JAPANESE BLUES

Tak Matsumoto nasceu em Osaka, Japão em 27/03/1961. Tocou como músico de apoio para diversos grupos até que em 1988 lança um disco solo chamado Thousand Wave. No mesmo ano conhece Koshi Inaba e  fundam o B'z, dupla que faz sucesso até hoje no Japão.
Em 1996 lançou um álbum de covers chamado Rock'n'Roll  Standard Club.
Em 1999 se tornou um únicos cinco guitarristas do mundo a ter uma edição especial da Gibson Les Paul, batizada de Tak Matsumoto Les Paul.
Em 2007 Tak se tornou o único asiático a ter seu nome inscrito na Calçada da Fama do Rock de Hollywood.





Shinji Shiotsugu, natural de Kyoto, fundou em 1971 a West Road Blues Band.Foi considerado, até sua morte em 20/10/2010, aos 57 anos, um dos maiores guitarristas de blues do Japão.





A banda Vic & The Victminz é muito conhecida na cena blues japonesa e tem como principal atração um dos melhores guitarristas niponicos: Ryo Ogawa.





George Kamikawa é um músico de rua japonês, que se apresenta na Austrália. Aqui ele apresenta sua composição Sake Blues.



sexta-feira, 20 de maio de 2011

O INCRÍVEL BONGO DE PRESTON EPPS




















Músico de apenas um sucesso,Preston Epps nasceu em Oakland, na California, em 1931. Tocou aqui e ali, geralmente em clubes no sudoeste da California, até que foi convidado a tocar bongo em um filme chamado Girl in Gold Boots. Aproveitou a fama adquirida e lançou três álbuns, mas apenas um de sucesso.
Preston continuou se apresentando até meados dos anos 90, quando se aposentou.
O cara é um percussionista de primeira, e o que ele faz com o bongo é insuperável.



quinta-feira, 19 de maio de 2011

10 DE JUNHO - GRÁTIS: SHARON JONES E JOSHUA REDMAN NO IBIRAPUERA














Nascida na Georgia, EUA, em 1956, a vida de Sharon foi igual a tantas outras cantoras negras: cantou em corais de igreja, fez backing-vocal para bandas de funk e disco, e foi muitas vezes barrada por gravadoras porque alegavam que era negra, gorda e feia.
Tanto que havia desistido da música como carreira e trabalhou numa infinidade de empregos. Dentre outras coisas foi carcereira na penitenciária de Ryker's Island em Nova Iorque e segurança de carro-forte na Wells Fargo Bank.
Em 1966 surgiu a oportunidade se ser backing-vocal para os Soul Providers, que vieram a mudar o nome para Dap Kings. Gravaram três albuns: Dap Dippin (2001), Naturally (2005) e 100 Days, 100 Nights (2007). O último album foi grande sucesso de crítica e chamou a atenção de Amy Winehouse e o produtor Mark Ronson.
Winehouse e Ronson foram para NY e contrataram os Dap Kings para a gravação de Back to Black, que vendeu mais de 6 milhões de cópias em todo mundo. Foi então aí que a a mídia e o público descobriram Sharon.
Além da voz potente e suingada, Sharon tem outra característica fundamental: seus discos são gravados como se fazia nos anos 60 e 70. Não usam computadores ou softwares, gravam os instrumentos todos juntos, ao vivo, em fita.
E esse apego ao passado também se reproduz na capa dos álbuns, como se pode ver abaixo.
















Sharon Jones - 100 Days, 100 Nights

Sharon Jones and Dap Kings - Just dropped in (my condition)

Sharon Jones and Dap Kings - I'll Still Be True




















Filho do aclamado saxtenorista Dewey Redman, Joshua mal nasceu em Berkley, Califórnia, e já se mudou com a família para Nova Iorque. Crescendo num ambiente musical e com incentivo dos pais, chegou a estudar musica indiana e da indonésia com apenas cinco anos de idade.
Quando o pai percebeu que ele levava a música a sério deu-lhe um saxofone aos dez anos de idade.
Apesar do evidente talento, sempre privilegiou os estudos, deixando o instrumento em segundo plano. Como melhor aluno da escola no high school entrou para Harvard, onde entrou para a banda da escola. Depois de muitas jam sessions e de mudar para o Brooklin com amigos músicos decidiu se dedicar à música em tempo integral.
Em 1991 foi vencedor do Thelonius Monk International Jazz Saxophone Competition e desde então tem tocado e gravado com renomados músicos.


Joshua Redman Quartet - Headin' Home

Joshua Redman and Brad Mehdal - Soul Dance

Joshua Redman - Jazz Crimes

quarta-feira, 18 de maio de 2011

NEIL YOUNG: 50 ANOS DE ROCK'N'ROLL














Neil Percival Kenneth Robert Ragland Young, nasceu em Toronto - Canadá, em 12/11/1945, mas fez carreira nos Estados Unidos. Eclético, transita entre o folk e o contry rock, alternando com álbuns mais pesados, com guitarras sujas e longos solos distorcidos.
Depois de gravar alguns compactos com uma banda em Toronto (The Mynah Birds), Young se muda para Los Angeles, onde forma o Buffalo Springfield com Stephen Stills. Apesar de ser uma banda de folk-rock inovadora só teve a importância reconhecida muitos anos depois.
Em 1968, com o fim do grupo, partiu para carreira solo.O biênio 1969/1970 foi de muito sucesso: seus álbuns-solo Everybody know this nowhere e After the gold rush, e a participação no Crosby, Still, Nash & Young com o álbum Déja vu foram incensados pela crítica.Em 1972 Neil chega ao grande público com o sucesso espetacular de Harvest.
Entre 1973 e 1975 lança três álbuns com um som mais áspero e pesado, que são conhecidos popularmente como a trilogia suja: Times fades away, On the beach e Tonight's the night.
Retorna ao folk em 1975 com Zuma e em 1978 lança o celebrado álbum country Comes a time. Encantado com o movimento punk lança Rust never sleeps em 1979, onde faz uma homenagem a Johny Rotten, do Sex Pistols.
Nos anos 80 transita entre várias correntes, inclusive no rock eletrônico com Landing on water.
Idolatrado pela garotada do Grunge Neil Young grava Mirror Ball com o Pearl Jam, que por motivos contratuais não aparece na ficha técnica.
Foram ao todo 48 álbuns solo, 5 com o Buffalo Springfield e 5 com Crosby, Still, Nash & Young. E
ele continua à toda...












segunda-feira, 18 de abril de 2011

SUMMERTIME


Sarah Vaughan, que gravou uma das versões mais conhecidas.







Summertime é uma ária que faz parte da ópera Porgy And Bess, composta por George Gershwin em 1935. A letra é de DuBose Heyward, autor da novela Porgy, na qual a ópera se baseou. Errôneamente é, às vezes, co-creditada a Ira Gershwin.

A canção se tornou muito polular e foi gravada por muitos jazzistas, bluesmen e até roqueiros. A primeira gravação foi de Abbie Mitchell em 19/07/1935, com Gershwin ao piano. São conhecidas mais de 25.000 gravações da canção.

Destacamos abaixo algumas versões que ficaram famosas.


Ella Fitzgerald

Billie Holiday

Sarah Vaughan

Billy Stewart

Janis Joplin

Jimmi Smith, Lou Donaldson e Art Blakey

Ray Charles and Cleo Laine

Sam Cooke

The Zombies

Gene Vincent

Peter Gabriel

R.E.M.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

QUANDO OS PIANOS DOMINARAM O ROCK AND ROLL















A guitarra está tão associada ao rock, que muita gente se esquece que, nos seus primórdios, o piano teve seu momento de glória.
Três grandes ícones dos anos 50/60 tinham o instrumento como principal coadjuvante.




















Jerry Lee Lewis, The Killer, além do estilo frenético usava e abusava dos efeitos de cena. Subia no piano, tocava com os pés e chegava a tocar fogo no instrumento. Se você pensava que Jimmy Hendrix inovou, se enganou.


















Little Richard tinha três grandes problemas: era negro, homossexual e vivia em crise religiosa. Isso no final dos 50 e início dos 60. Alternou fases de roqueiro com a de pastor, quando renegava o pecado que o rock representava. Mas, quando ele subia num palco detonava. Ninguém conseguia ficar parado.

















Fats Domino, como o próprio apelido sugere, era o gordinho da turma. Mas, não o menos importante. Dono de um estilo mais tranquilo e suingado deu uma das contribuições mais expressivas para o rock.




Jerry Lee Lewis


Little Richard


Fats Domino

segunda-feira, 28 de março de 2011

BLUES PERDE PINETOP PERKINS









O mundo ficou mais triste nesta segunda-feira, 21 de março. Vítima de uma parada cardíaca, morreu aos 97 anos, o grande ícone do blues do Delta, Pinetop Perkins.

Joe Willie Pinetop Perkins nasceu em 1913, no Mississipi, e começou a carreira no blues ainda garoto, tocando guitarra. Depois de sofrer um grave acidente, que lhe provocou sequelas no braço esquerdo, adotou o piano e fez história.

Dono de um estilo peculiar, tocou com os grandes nomes do blues, como Earl Hooker e Muddy Waters. Ganhou o apelido quando gravou "Pinetop's boogie Woogie" de Pinetop Smith.

Mesmo aos 97 anos ainda era encontrado nos clubes noturnos, em algumas noites, usando o chapéu que era sua marca registrada.

Em fevereiro deste ano se tornou o músico mais velho a receber um Grammy, pelo álbum "Pinetop Perkins & Big Eyes Smith - Joined at the hip", com seu velho amigo Willie Smith.


Pinetop Perkins - Got my mojo working

Pinetop Perkins & Big Eyes Smith

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

JOHN 'SLIM' CAMPBELL


John e sua National Steel Guitar de 1934.









Nascido em Shreveport, Louisiana, em 20/01/1952, a vida de John Campbell não foi mole não! Aprendeu a tocar guitarra com apenas 3 anos de idade e, após sofrer um sério acidente de carro, largou a escola e fugiu de casa aos 16 anos. Passou os próximos anos dormindo em prédios abandonados e chegou a vender sangue para comprar cordas para a guitarra. Tocava onde deixavam e estudava o instrumento com obsessão, tornando-se um exímio guitarrista e, com sua técnica, elevou o blues a novas dimensões.

Tinha predileção por guitarras antigas e seus instrumentos preferidos eram: Gibson Southern Jumbo acoustic de 1952, National Steel Guitar de 1934 e a National Resophonic Guitar de 1940.

Gravou seu primeiro disco em 1991, após o que realizou um extenso tour pelos EUA e europa.

Quando seu trabalho começava ser reconhecido, Campbell sofreu um ataque fulminante no coração, enquanto dormia em Nova York, vindo a falecer em 13/06/1993, aos 41anos de idade.